quem diria, quem diria,
pra quem voltou pro brasil.
com uma sementinha,
5 semanas na barriga)...
cabisbaixa,
sem eira, nem beira,
e com uma longa jornada pela frente...
cresceu, criou, viveu,
e hoje,faltando 5 dias,
quem diria, quem diria,
vem vindo meu peixinho,
vem chegando de mansinho,v
em inundar meu coração de alegria,
vem nadar no meu colo,
meu joão pedro querido...
(maria fernanda)
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domingo, 28 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
diariamente
tomou seu lugar a escuridão, derramada como lava quente sobre os planos e projetos. encobriu enebriada a vista, ocultada pelas amarguradas lágrimas do sofrimento tenso e sólito. qualquer palavra ecoava dentro do vácuo que se gerou impune nas perspectivas. não havia mais sonho.
tempo...
recobrou seu lugar a estonteante esperança, sobrepujando qualquer dor. amanheceu ensolarado e quente o novo dia, trazendo consigo toda coragem para erguer novamente a alma despedaçada. recriou-se e recreou-se o espírito, ávido de retomar heróico a visão da beleza terna da vida.
(maria fernanda)
terça-feira, 28 de outubro de 2008
palíndromos
essa semana fiz um comentário no blog no malatesta, sobre números primos. e surgiu a palavra palíndromo.
palíndromo é uma palavra, frase, número ou texto que pode ser lido tanto da direita pra esquerda, quanto da esquerda pra direita. normalmente, os sinais ortográficos (hífens e acentos) e espaços são desconsiderados. mas existem palíndromos que respeitam inclusive os espaços (palíndromos totais).
algumas vezes, certas frases fazem pouco sentido ou precisam ser interpretadas. mas vale a pena.
palavras são mais fáceis. frases, são comuns e existem algumas conhecidas. textos são mais difíceis mas existem alguns fantásticos.
- ana
- assa
- matam
- mexem
- osso
- radar
- reviver
- soros
- somavamos
- 20/02/2002
- 21/12/2112
- e nei peccati, vitacce piene (em italiano)
- sem o dote é todo mês
- socorram-me, subi no onibus em marrocos
- ajudem edu já!
- eva, asse essa ave (palíndromo total!)
- o galo ama o lago
- a man, a plan, a canal, panama! (em inglês)
- o terrível é ele vir reto (rômulo marinho)
- saíram o tio e oito marias
- assim a aluna anula a missa (palíndromo total!)
- noel ama como camaleón (juan filloy, em espanhol)
- palíndromo do amor total (rômulo marinho)
"Ávido?
Amá-la na taba, no toco da casa,
Ama?
No muro, no paço, na poça,
na maca, na livre sala,
servi-la na cama,
na copa, no capô, no rumo,
na saca do coto, na bata, na lama...
Ó diva!"
- "En gabbro, l’ammonite y écrase ce grès ému! Apte, Eve retire ta lame-égide (retirons nase et nom rusé d’or). Belle, elle usa ce lied à érosion. Nifé, le miasme nacra et Lucette dévalisa le cerf folié. Cargneule (ici tuf et là sableur), ce lassi fêlé cède un ave grenu et un imam-gamelle bâté. Eric élime un axe docte. Crétacé de crin et alu : essorez ! Sélène malien rétamé, Marc sort erse (Lisa, sédative, nia). Brune dolérite nue et opale, Rita te porte le mas. Un (isocèle, tracé, dégrossi) engin turbine la pinède. Ce val à l’Etna, tu mêlas. Anna y créma la divergence mêlée, le mec nègre vida la mer cyan. Nasale mutante, la lave cède : Ni pâle, ni brut, ni gneiss... Orge de carte, le cosinus a mêlé trop et a tiré la potée. Un étiré loden urbain évita des asiles rétros. Cramé, materné, il amène les zéros. Seul à tenir ce déca-tercet, codex à nu, Emile cire et Abel, le magma, minute un erg. Eva, nue, décèle fissa ! Le cruel basalte fût ici élu en grâce. Il offre cela si la vedette culte (arc à nems) aime le finnois. Oréade, île casuelle, elle brode, surmontée sans norite. Rédigée, ma latérite rêve et paume Serge. César, ce yeti, nomma l’Orb bagne."
minha mãe tem um funcionário, que poderia ser um palíndromo humano. ele chama-se ÉSOJ SAILE. se lido ao contrário...
é isso aí!
(maria fernanda)
palíndromo é uma palavra, frase, número ou texto que pode ser lido tanto da direita pra esquerda, quanto da esquerda pra direita. normalmente, os sinais ortográficos (hífens e acentos) e espaços são desconsiderados. mas existem palíndromos que respeitam inclusive os espaços (palíndromos totais).
algumas vezes, certas frases fazem pouco sentido ou precisam ser interpretadas. mas vale a pena.
palavras são mais fáceis. frases, são comuns e existem algumas conhecidas. textos são mais difíceis mas existem alguns fantásticos.
- ana
- assa
- matam
- mexem
- osso
- radar
- reviver
- soros
- somavamos
- 20/02/2002
- 21/12/2112
- e nei peccati, vitacce piene (em italiano)
- sem o dote é todo mês
- socorram-me, subi no onibus em marrocos
- ajudem edu já!
- eva, asse essa ave (palíndromo total!)
- o galo ama o lago
- a man, a plan, a canal, panama! (em inglês)
- o terrível é ele vir reto (rômulo marinho)
- saíram o tio e oito marias
- assim a aluna anula a missa (palíndromo total!)
- noel ama como camaleón (juan filloy, em espanhol)
- palíndromo do amor total (rômulo marinho)
"Ávido?
Amá-la na taba, no toco da casa,
Ama?
No muro, no paço, na poça,
na maca, na livre sala,
servi-la na cama,
na copa, no capô, no rumo,
na saca do coto, na bata, na lama...
Ó diva!"
- "En gabbro, l’ammonite y écrase ce grès ému! Apte, Eve retire ta lame-égide (retirons nase et nom rusé d’or). Belle, elle usa ce lied à érosion. Nifé, le miasme nacra et Lucette dévalisa le cerf folié. Cargneule (ici tuf et là sableur), ce lassi fêlé cède un ave grenu et un imam-gamelle bâté. Eric élime un axe docte. Crétacé de crin et alu : essorez ! Sélène malien rétamé, Marc sort erse (Lisa, sédative, nia). Brune dolérite nue et opale, Rita te porte le mas. Un (isocèle, tracé, dégrossi) engin turbine la pinède. Ce val à l’Etna, tu mêlas. Anna y créma la divergence mêlée, le mec nègre vida la mer cyan. Nasale mutante, la lave cède : Ni pâle, ni brut, ni gneiss... Orge de carte, le cosinus a mêlé trop et a tiré la potée. Un étiré loden urbain évita des asiles rétros. Cramé, materné, il amène les zéros. Seul à tenir ce déca-tercet, codex à nu, Emile cire et Abel, le magma, minute un erg. Eva, nue, décèle fissa ! Le cruel basalte fût ici élu en grâce. Il offre cela si la vedette culte (arc à nems) aime le finnois. Oréade, île casuelle, elle brode, surmontée sans norite. Rédigée, ma latérite rêve et paume Serge. César, ce yeti, nomma l’Orb bagne."
minha mãe tem um funcionário, que poderia ser um palíndromo humano. ele chama-se ÉSOJ SAILE. se lido ao contrário...
é isso aí!
(maria fernanda)
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
nova gramática da língua portuguesa

viva a nova gramática. olha só como ficou mais fácil.
1) não se preocupe mais se a palavra tem acento. na dúvida, não coloque, é mais certo que não tenha. geléia não existe mais, porque afinal, o acento caiu. agora é geleia. isso pra quem sabia ler até a data do decreto. porque pra mim, e + ' = é, e sem ' = ê. sem o acento, meus filhos vão ler gelêia... mas tudo bem, vai ver, até lá, mudou o gosto do doce...
2) não se incomode mais com o hífen. se você errar, ninguém vai mesmo perceber seu erro. mas se você insistir, ficou fácil. se a vogal da segunda palavra é igual a vogal do prefixo, não usa hífen, mas se a vogal for igual mas tiver som diferente usa hífen, e se for diferente toda, usa o hífen, mas se terminar o prefixo com consoante e a segunda vogal tônica se tornar som de hiato, retira o hífen, e pra terminar, se colocar o hífen se reparar na vogal que vem depois da terceira consoante antes do final, acentue... (mas fique atento para as exceções)
3) não se aborreça com o trema. ele não existe mais. agora, você escolher, fala como se tivesse trema mesmo não tendo, fala como se não tivesse trema, e acentua. e nesse caso, o acento não some. eu extínguo a língua portuguesa, e você, extingUe?
(leia mais, leia muito, e estude, por favor!)
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/05/080516_portugues_reforma_jair_pu.shtml
http://www.mcpode.com/noticias/mudancas-na-ortografia-brasileira/#comment-8
http://www.siciliano.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=2062517&ID=BD77BDD97D80A110F03070580&PAC_ID=24580&FIL_ID=102
"a beleza de qualquer coisa tem relação com sua individualidade, complexidade e singeleza. na língua portuguesa não é diferente. o que faz nossa língua ser linda é simplesmente o fato dela ser diferente de qualquer outra língua. ser única. agora tudo ficou mais fácil, e quem não sabia nada, continua não sabendo nada, mas com mais chance de acertar. isso faz com que se pense menos, se estude menos. e um país que estuda menos, pensa menos, cresce menos também."
1) não se preocupe mais se a palavra tem acento. na dúvida, não coloque, é mais certo que não tenha. geléia não existe mais, porque afinal, o acento caiu. agora é geleia. isso pra quem sabia ler até a data do decreto. porque pra mim, e + ' = é, e sem ' = ê. sem o acento, meus filhos vão ler gelêia... mas tudo bem, vai ver, até lá, mudou o gosto do doce...
2) não se incomode mais com o hífen. se você errar, ninguém vai mesmo perceber seu erro. mas se você insistir, ficou fácil. se a vogal da segunda palavra é igual a vogal do prefixo, não usa hífen, mas se a vogal for igual mas tiver som diferente usa hífen, e se for diferente toda, usa o hífen, mas se terminar o prefixo com consoante e a segunda vogal tônica se tornar som de hiato, retira o hífen, e pra terminar, se colocar o hífen se reparar na vogal que vem depois da terceira consoante antes do final, acentue... (mas fique atento para as exceções)
3) não se aborreça com o trema. ele não existe mais. agora, você escolher, fala como se tivesse trema mesmo não tendo, fala como se não tivesse trema, e acentua. e nesse caso, o acento não some. eu extínguo a língua portuguesa, e você, extingUe?
(leia mais, leia muito, e estude, por favor!)
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/05/080516_portugues_reforma_jair_pu.shtml
http://www.mcpode.com/noticias/mudancas-na-ortografia-brasileira/#comment-8
http://www.siciliano.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=2062517&ID=BD77BDD97D80A110F03070580&PAC_ID=24580&FIL_ID=102
"a beleza de qualquer coisa tem relação com sua individualidade, complexidade e singeleza. na língua portuguesa não é diferente. o que faz nossa língua ser linda é simplesmente o fato dela ser diferente de qualquer outra língua. ser única. agora tudo ficou mais fácil, e quem não sabia nada, continua não sabendo nada, mas com mais chance de acertar. isso faz com que se pense menos, se estude menos. e um país que estuda menos, pensa menos, cresce menos também."
(maria fernanda)
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
jornadas
eu fazia plantão em curaça, cidade de poucos mil habitantes, distante 110 km, de juazeiro, na bahia, maior cidade do norte do estado. era um domingo a tarde, ainda faltavam mais de 15 horas pra acabar o meu plantão. tudo fechado. exceto a sorveteria em frente, que na verdade, funciona na janela da sala da residência do sorveteiro. sol ainda quente, silêncio, e gente passeando a pé, quando chega um rapaz com olhos vermelhos, pra consultar. durante a anamnese, perguntei o porquê do olho vermelho e ele relatou que estavam vindo de bicicleta, foram assaltados e aí o olho ficou vermelho. até aqui, nada de especial.
assim que chegou ao hospital, era inevitável não reparar na bicicleta que ele vinha, com uma mulher na garupa com menino pequeno no colo, duas sacolas de plástico em cada braço, e sobre o guidão uma mala e mais uma sacola em cada lado do guidão. "de bicicleta? estavam onde?" e aí começa a parte boa. "mas por que não vieram antes para o médico?" o assalto, foi no sul da bahia, e sem dinheiro, não conseguiram atendimento. "no sul da bahia, desde então, sem comer?" os bandidos levaram só o dinheiro mesmo, deixaram ele com a bicicleta e a família. "o senhor vem trazendo sua esposa e filho, seis sacolas e mala, de bicicleta, sem dinheiro e sem comida desde o sul da bahia?". não, vinham de onde estava morando; havia parado em curaça mas vinham de sorocaba e estavam indo para uma cidade no interior do ceará.
é em horas assim que algumas coisas perdem o sentido, e outras ganham vida. porque em questão de minutos, havia pratos de comida para os três, água, cadeira, atendimento médico especializado em juazeiro, funcionários desmontando a bicicleta para transporte, ambulância disponível e dinheiro suficiente para passagens de ônibus de juazeiro ao destino final.
era domingo. mas isso era o que menos importava. era vida real.
só quando se vive uma situação assim é que a gente tem cer-te-za que o filme, o caminho das nuvens, não é só uma produção cinematográfica.
e essa história me faz lembrar de uma outra, que aconteceu numa fria noite de agosto, quando eu e minha mãe saíamos da nossa aula de italiano. em curitiba, o ato de separar lixo criou uma categoria nova de trabalhador, conhecida como catador de papel, que puxa um carrinho feito de madeira do tamanho de um carro popular, cheio de papelão (os catadores mais privilegiados tem um cavalo para ajudar no transporte, ou um burrico manco). todos seguem a mesma rota, em direção a um bairro onde se compra o papelão a mais ou menos 15 a 20 centavos o kilo. essa rota, passava de frente ao instituto dante alleghieri, no centro da cidade. ao se virar de um balde grande de lixo com todo papelão nos braços, o catador de papel esbarrou num nobre executivo que voltava exausto de seu escritório aquecido findo mais um dia de trabalho. o executivo não teve dúvidas. com o terno abarrotado e a mão cheia de raiva, proferiu um soco certeiro no meio do rosto do catador de papel, que caiu aos nossos pés ensangüentando a camiseta regata. chinelos de plástico gastos no calcanhar, bermudas sujas. em minutos, a multidão, o carro de socorro (na época chamava siate, hoje o nacionalizado samu), o transporte ao hospital, o atendimento e a comoção, principalmente de minha mãe. agachadas, experimentamos algumas palavras com o moço, que balbuciou, "que vontade de voltar pra minha paraíba".
era inverno, era noite. essa era também a vida real.
assim que chegou ao hospital, era inevitável não reparar na bicicleta que ele vinha, com uma mulher na garupa com menino pequeno no colo, duas sacolas de plástico em cada braço, e sobre o guidão uma mala e mais uma sacola em cada lado do guidão. "de bicicleta? estavam onde?" e aí começa a parte boa. "mas por que não vieram antes para o médico?" o assalto, foi no sul da bahia, e sem dinheiro, não conseguiram atendimento. "no sul da bahia, desde então, sem comer?" os bandidos levaram só o dinheiro mesmo, deixaram ele com a bicicleta e a família. "o senhor vem trazendo sua esposa e filho, seis sacolas e mala, de bicicleta, sem dinheiro e sem comida desde o sul da bahia?". não, vinham de onde estava morando; havia parado em curaça mas vinham de sorocaba e estavam indo para uma cidade no interior do ceará.
é em horas assim que algumas coisas perdem o sentido, e outras ganham vida. porque em questão de minutos, havia pratos de comida para os três, água, cadeira, atendimento médico especializado em juazeiro, funcionários desmontando a bicicleta para transporte, ambulância disponível e dinheiro suficiente para passagens de ônibus de juazeiro ao destino final.
era domingo. mas isso era o que menos importava. era vida real.
só quando se vive uma situação assim é que a gente tem cer-te-za que o filme, o caminho das nuvens, não é só uma produção cinematográfica.
e essa história me faz lembrar de uma outra, que aconteceu numa fria noite de agosto, quando eu e minha mãe saíamos da nossa aula de italiano. em curitiba, o ato de separar lixo criou uma categoria nova de trabalhador, conhecida como catador de papel, que puxa um carrinho feito de madeira do tamanho de um carro popular, cheio de papelão (os catadores mais privilegiados tem um cavalo para ajudar no transporte, ou um burrico manco). todos seguem a mesma rota, em direção a um bairro onde se compra o papelão a mais ou menos 15 a 20 centavos o kilo. essa rota, passava de frente ao instituto dante alleghieri, no centro da cidade. ao se virar de um balde grande de lixo com todo papelão nos braços, o catador de papel esbarrou num nobre executivo que voltava exausto de seu escritório aquecido findo mais um dia de trabalho. o executivo não teve dúvidas. com o terno abarrotado e a mão cheia de raiva, proferiu um soco certeiro no meio do rosto do catador de papel, que caiu aos nossos pés ensangüentando a camiseta regata. chinelos de plástico gastos no calcanhar, bermudas sujas. em minutos, a multidão, o carro de socorro (na época chamava siate, hoje o nacionalizado samu), o transporte ao hospital, o atendimento e a comoção, principalmente de minha mãe. agachadas, experimentamos algumas palavras com o moço, que balbuciou, "que vontade de voltar pra minha paraíba".
era inverno, era noite. essa era também a vida real.
um catador de papel
(foto do blog olhares)
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
pay-day
quarta-feira, 01/10, tô ouvindo o jogo do botafogo e america de cali. os jogadores do botafogo têm reclamado que não receberam salário este mês. estão com o pagamento atrasado desde 20 de setembro, repito, se-tem-bro. e por isso, às vezes podem manifestar um futebol pouco entusiasmado.
conheço uma médica que está sem receber desde maio, repito, ma-i-o. será que ela também tem o direito de fazer consultas com um pouco menos de entusiasmo?
divergências, discrepâncias e realidade.
(maria fernanda)
conheço uma médica que está sem receber desde maio, repito, ma-i-o. será que ela também tem o direito de fazer consultas com um pouco menos de entusiasmo?
divergências, discrepâncias e realidade.
(maria fernanda)
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
tim e festim
já fui cliente da global telecom, virou vivo, saí. já fui cliente da claro. sou cliente da tim. sou cliente da oi. tá na hora de entrar uma nova operadora no mercado. porque continuo insatisfeita, tô precisando mudar. se bem que, se mudar, vai ser mais uma pra falar mal. inspirada nos contratempos de um tal amigo macuco (http://www.macucomagazine.blogspot.com/), resolvi contar minhas peripécias na tim.
adquiri o tim connect fast para substituir meu velox, que não estava funcionando. o motivo por ele não estar funcionando, eu conto um dia desses. leia a seguir algumas façanhas...
1) como o próprio nome diz, o sistema é de conexão rápida, porque, como bem consta no meu modesto inglês, fast é rápido, até prova em contrário. claro que emails com mais de 8Mb não entram, páginas demoram a carregar, e você se acostuma a fritar um ovo enquanto espera seu email abrir, lavar a louça do almoço enquanto a página de notícias fica legível. numa das inúmeras tentativas em reclamar, a atendente me pediu pra abrir uma determinada página da internet, que lógico, eu já estava acostumada, demorou abrir. ela, impaciente, questionou: 'a sra está fazendo o que eu solicitei? porque está demorando tanto'... claro, um serviço fast não poderia ser mais lento.
2) questionei então sobre o nome, que de tim connect fast deveria ser mudado para tim connect sloooooowwwww. a atendente, lendo como sempre, respondeu: 'sra, o nome fast não diz respeito a velocidade, diz respeito a praticidade'. ah bom. perguntei se aquilo que ela estava falando também seria gravado (porque dizem que as ligações são gravadas), ela respondeu: 'não sra. só gravamos aquilo que interessa.'
3) fiz então uma queixa escrita no site, sobre a qualidade do serviço e do atendimento. em cinco dias ficaram de me retornar. retornaram, com a seguinte manobra estratégica:
- atendente: 'sra, boa noite, shhh, shhh alô, sra?'
- eu: 'boa noite, pois não.'
- atendente: 'sra, shhhh, alôoow, alô, sra, não estou lhe ouvindo. vá pra uma área onde haja melhor recepção.'
(caminhei até o meio da avenida)
- atendente: 'sra, não estou lhe ouvindo, shhh, alô, alô, sra. a ligação está ruim.
- eu: 'mas eu ouço perfeitamente'
- atendente: 'a sra está me ouvindo mas eu não estou lhe ouvindo sra, alô, vou considerar como encerrado o assunto da sra de protocolo 138787990'
(desligou)
(entenda que o shhhhh, não era um chiado telefônico, era um chiado de boca mesmo)
(depois vim descobrir que a mesma ligação com chiado ocorreu com mais dois conhecidos)
(se bem que pela última resposta do atendente, ele me ouviu direitinho, não?)
4) escrevi outra mensagem de reclamação no site:
"prezados srs. da tim. estou muito muito muito insatisfeita com os serviços da tim e no próx dia 15/07 qdo vence meu período de um ano de mudança de plano (tim brasil 250) efetuarei com prazer o cancelamento definitivo da minha linha e migração para outra operadora. fui bastante mal atendida e extremamente mal conduzida em reclamação no *144. mais ainda, me sinto tratada como idiota quando os atendentes ligam em resposta as reclamações e acham que acredito que eles não estão me escutando e ficam, "alô, sra, alôôôw, sra, a ligação está ruim, não estou ouvindo, alô, não estou ouvindo, alô, sra, vá para um lugar melhor, alô, não melhorou, vou desligar... piiiiii..." isso já me aconteceu duas vezes e a mais duas pessoas conhecidas. é simplesmente ridículo, repito r-i-d-í-c-u-l-o. quantos anos vocês têm? atitudes como esta de vocês só reforçam a precária qualidade dos serviços prestados. por essas, e outras tantas razões que estou reclamando por aqui. infelizmente, além do celular, tenho um timweb que terei que aturar até março de 2009, porque senão fosse a multa exorbitante já teria cancelado na primeira semana em virtude do serviço ruim, lento e incompetente que oferecem. espero que entem em contato para que possamos conversar como cliente-empresa adultos, mas por favor, se for para ligar e fingir que não me ouvem e considerar após a ligação "contato tentado sem sucesso", por favor, me deixem em paz. maria fernanda."
(nem retornaram a ligação, nem a mensagem. considerando que eu pedi que se fossem repetir a atitude anterior, me deixassem em paz, definitivamente, me deixaram em paz)
5) passei então a receber inúmeras mensagens no celular e no email, sobre um leilão de carros. quanto eu devia apostar, quanto eu tinha pra receber, quanto estavam as apostas, 'vamos, é sua chance de ganhar'. uma invasão sem limites da privacidade. liguei uma vez e pedi pra cancelar o serviço. nada. liguei de novo. a atendente garantiu que o serviço estava sendo desativado. até o final daquele dia, recebi mais cinco vezes a mensagem do leilão tim. sentei. escrevi.
"a tim mudou o ramo de atividade? acho sim, porque ao invés de receber resposta as minhas reclamações, solução para meus problemas com celular ou assuntos relacionados com a telefonia móvel, recebo no mínimo duas mensagens por dia sobre um programa de leilão de veículos, que a propósito, não me interessa. afinal, vocês viraram uma montadora, ou continuam sendo a pior empresa de telefonia móvel do brasil? se eu quiser comprar um carro, com certeza, será numa empresa de veículos, afinal, se o carro que vocês leiloam, for tão bom quantos seus serviços, fico na esquina de casa, com o carro na mão. ou quem sabe, estou enganada, talvez, os novos modelos de celulares da tim tenham rodinhas e vocês chamam eles de carros."
(ligaram pra chiar no telefone aquele dia, atendi, shhh, desliguei)
6) encontrei um amigo e contei minha insatisfação e que queria cancelar o serviço da tim. ele me alertou que o cancelamento é a parte mais difícil. que o jeito é usar de artifícios. liguei, disse que ia embora do país em uma semana e precisava transformar o celular de pos-pago para pré-pago. assim, quando desistisse de cliente tim, parava de colocar crédito e em seis meses estava tudo terminado. terminou.
7) recebi a minha conta da internet. 150% a mais no valor por eu ter ultrapassado 25% da cota máxima. liguei pra reclamar, a atendente lamentou minha insatisfação. já de todo irritada, perguntei:
- eu: 'esta ligação está sendo gravada?'
- atendente: 'sim sra, para sua segurança.'
- eu: 'ah, que bom, então grava aí, eu odeio a tim, boa tarde, até logo.'
(maria fernanda)
adquiri o tim connect fast para substituir meu velox, que não estava funcionando. o motivo por ele não estar funcionando, eu conto um dia desses. leia a seguir algumas façanhas...
1) como o próprio nome diz, o sistema é de conexão rápida, porque, como bem consta no meu modesto inglês, fast é rápido, até prova em contrário. claro que emails com mais de 8Mb não entram, páginas demoram a carregar, e você se acostuma a fritar um ovo enquanto espera seu email abrir, lavar a louça do almoço enquanto a página de notícias fica legível. numa das inúmeras tentativas em reclamar, a atendente me pediu pra abrir uma determinada página da internet, que lógico, eu já estava acostumada, demorou abrir. ela, impaciente, questionou: 'a sra está fazendo o que eu solicitei? porque está demorando tanto'... claro, um serviço fast não poderia ser mais lento.
2) questionei então sobre o nome, que de tim connect fast deveria ser mudado para tim connect sloooooowwwww. a atendente, lendo como sempre, respondeu: 'sra, o nome fast não diz respeito a velocidade, diz respeito a praticidade'. ah bom. perguntei se aquilo que ela estava falando também seria gravado (porque dizem que as ligações são gravadas), ela respondeu: 'não sra. só gravamos aquilo que interessa.'
3) fiz então uma queixa escrita no site, sobre a qualidade do serviço e do atendimento. em cinco dias ficaram de me retornar. retornaram, com a seguinte manobra estratégica:
- atendente: 'sra, boa noite, shhh, shhh alô, sra?'
- eu: 'boa noite, pois não.'
- atendente: 'sra, shhhh, alôoow, alô, sra, não estou lhe ouvindo. vá pra uma área onde haja melhor recepção.'
(caminhei até o meio da avenida)
- atendente: 'sra, não estou lhe ouvindo, shhh, alô, alô, sra. a ligação está ruim.
- eu: 'mas eu ouço perfeitamente'
- atendente: 'a sra está me ouvindo mas eu não estou lhe ouvindo sra, alô, vou considerar como encerrado o assunto da sra de protocolo 138787990'
(desligou)
(entenda que o shhhhh, não era um chiado telefônico, era um chiado de boca mesmo)
(depois vim descobrir que a mesma ligação com chiado ocorreu com mais dois conhecidos)
(se bem que pela última resposta do atendente, ele me ouviu direitinho, não?)
4) escrevi outra mensagem de reclamação no site:
"prezados srs. da tim. estou muito muito muito insatisfeita com os serviços da tim e no próx dia 15/07 qdo vence meu período de um ano de mudança de plano (tim brasil 250) efetuarei com prazer o cancelamento definitivo da minha linha e migração para outra operadora. fui bastante mal atendida e extremamente mal conduzida em reclamação no *144. mais ainda, me sinto tratada como idiota quando os atendentes ligam em resposta as reclamações e acham que acredito que eles não estão me escutando e ficam, "alô, sra, alôôôw, sra, a ligação está ruim, não estou ouvindo, alô, não estou ouvindo, alô, sra, vá para um lugar melhor, alô, não melhorou, vou desligar... piiiiii..." isso já me aconteceu duas vezes e a mais duas pessoas conhecidas. é simplesmente ridículo, repito r-i-d-í-c-u-l-o. quantos anos vocês têm? atitudes como esta de vocês só reforçam a precária qualidade dos serviços prestados. por essas, e outras tantas razões que estou reclamando por aqui. infelizmente, além do celular, tenho um timweb que terei que aturar até março de 2009, porque senão fosse a multa exorbitante já teria cancelado na primeira semana em virtude do serviço ruim, lento e incompetente que oferecem. espero que entem em contato para que possamos conversar como cliente-empresa adultos, mas por favor, se for para ligar e fingir que não me ouvem e considerar após a ligação "contato tentado sem sucesso", por favor, me deixem em paz. maria fernanda."
(nem retornaram a ligação, nem a mensagem. considerando que eu pedi que se fossem repetir a atitude anterior, me deixassem em paz, definitivamente, me deixaram em paz)
5) passei então a receber inúmeras mensagens no celular e no email, sobre um leilão de carros. quanto eu devia apostar, quanto eu tinha pra receber, quanto estavam as apostas, 'vamos, é sua chance de ganhar'. uma invasão sem limites da privacidade. liguei uma vez e pedi pra cancelar o serviço. nada. liguei de novo. a atendente garantiu que o serviço estava sendo desativado. até o final daquele dia, recebi mais cinco vezes a mensagem do leilão tim. sentei. escrevi.
"a tim mudou o ramo de atividade? acho sim, porque ao invés de receber resposta as minhas reclamações, solução para meus problemas com celular ou assuntos relacionados com a telefonia móvel, recebo no mínimo duas mensagens por dia sobre um programa de leilão de veículos, que a propósito, não me interessa. afinal, vocês viraram uma montadora, ou continuam sendo a pior empresa de telefonia móvel do brasil? se eu quiser comprar um carro, com certeza, será numa empresa de veículos, afinal, se o carro que vocês leiloam, for tão bom quantos seus serviços, fico na esquina de casa, com o carro na mão. ou quem sabe, estou enganada, talvez, os novos modelos de celulares da tim tenham rodinhas e vocês chamam eles de carros."
(ligaram pra chiar no telefone aquele dia, atendi, shhh, desliguei)
6) encontrei um amigo e contei minha insatisfação e que queria cancelar o serviço da tim. ele me alertou que o cancelamento é a parte mais difícil. que o jeito é usar de artifícios. liguei, disse que ia embora do país em uma semana e precisava transformar o celular de pos-pago para pré-pago. assim, quando desistisse de cliente tim, parava de colocar crédito e em seis meses estava tudo terminado. terminou.
7) recebi a minha conta da internet. 150% a mais no valor por eu ter ultrapassado 25% da cota máxima. liguei pra reclamar, a atendente lamentou minha insatisfação. já de todo irritada, perguntei:
- eu: 'esta ligação está sendo gravada?'
- atendente: 'sim sra, para sua segurança.'
- eu: 'ah, que bom, então grava aí, eu odeio a tim, boa tarde, até logo.'
(maria fernanda)
bossa nova!
ontem, fui a um lual, cuja banda principal convidada, nós 4 (www.myspace.com/nos4brasil), de recife, tocou linda e maestralmente, de bossa nova a rock, de mpb a queen e nelly furtado, gilberto gil, jorge ben jor, bob marley, o que se quiser. o lual começou cheio, e meia hora depois de iniciado o show, havia bastante espaço sobrando. num pequeno suspiro da banda, escuto a frase desesperada de alguém em desagrado, ''chega bandinha, vamos agora tocar um pagode, parangolé, psirico''. affff. se mate!!! canções como 'desce com a mão no tabaco' (e neste caso tabaco não significa fumo), 'vaza canhão, vaza canhão' (e neste caso canhão não significa armamento militar), 'comer meu cuelinho' (e neste caso cuelinho não se escreve com 'o'), 'chupa, chupa, chupa que é de uva' (e neste caso uva não significa fruta) são preferência nacional nos dias de hoje. mas mesmo com essa frase solitária e infeliz do meu colega, a boa música se estendeu por duas horas, quando, lamentavelmente, chegou a hora de se despedir.
madrugada de domingo adentro e eu fuçando blogs e baixando músicas e fotos pro computador, a rede globo presenteia meu final de final de semana com o especial bossa nova, tão maravilhoso. e tão tarde por quê? por que não num sábado as três da tarde? enfim, essas preferências das telecomunicações definitivamente não competem a mim. de qualquer modo, me fizeram voltar aos anos em que fui apresentada à bossa nova, ainda adolescente. cantei alto e aplaudi, certa que mais meia hora de show e a vizinha ao lado daria uma vassourada na parede. a única coisa que faltou (e isso pode ser considerado uma falha grave), foi relembrar não somente o merecidamente tom jobim, mas também meu querido joão gilberto, o detentor dos créditos da criação.
de qualquer modo, a bossa nova está comemorando 50 anos e eu estou explodindo. na verdade, não me ocorreu publicar nada antes (outra falha grave), mas hoje, depois de um final de semana de boa música, não ia conseguir dormir sem antes dizer, quanto eu te amo bossa nova!!!

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bossa_nova (um site de conteúdo ainda duvidoso mas nesse caso, bem completo)
http://www.salesdantas.com/noticias.php?id=3756 (notícias)
(maria fernanda)
terça-feira, 16 de setembro de 2008
fura-zóio continua...
já iniciei a consulta, agora, vamos ao que interessa.
1)
- senhora, a senhora tem algum problema de saúde?
- tenho, tenho sim, tenho aquele que paga todo mês, da carteirinha verde, com o caixão desenhado na capa, e que cobre doença, e se eu morrer, o enterro tá pago também...
2)
- senhor, olha aqui na direção da minha orelha enquanto eu examino.
(examinando)
- tô olhando mas não tô conseguindo, tô vendo seu brinco, tem dois brincos menores, mas se a senhora tirar o cabelo da frente, consigo ver a orelha toda.
3)
- senhora, minha mão está mexendo ou está parada? (passando defrente aos olhos)
- tôôôô.
- então, a mão, está mexendo ou está parada?
- tôôôô.
- a senhora precisa responder o que está vendo, minha mão, está mexendo ou está parada?
- tôôôô.
- por favor senhora, me ajude, a senhora está vendo minha mão?
- não.
4) (com a mão em frente as olhos mostrando dois dedos)
- estou mostrando quantos dedos pro senhor?
- cinco, né doutora, toda mão tem cinco dedos.
5)
- senhor, está vendo as letras lá na frente.
- estou sim.
- e quais são?
- sei não, só sei borrar no nome, e ainda borro mal.
6)
- senhora, esta é a receita para os óculos novos.
- mas e a senhora não vai dar a receita das lentes novas?
- sim senhora, esta é a receita para fazer suas novas lentes.
- ihhiii, mas eu queria fazer os óculos novos.
7)
- senhora, melhor assim (pausa), ou assim.
- c d e g
- sim, senhora, as letras são essas, mas para vê-las, melhor deste (pausa), ou deste jeito.
- c d e g
- eu sei senhora, 'c d e g', mas..., como fica melhor pra ver as letras, com esta lente (pausa), ou com esta?
- c d e g
- por favor, a senhora precisa me dizer como fica melhor, desse primeiro jeito que está agora (pausa), ou desse segundo jeito?
- c d e g
8)
- qual o colírio que o senhor usa nos olhos?
- aquele, do frasquinho pequeno, branquinho, que pinga nos olhos.
9)
- o senhor está usando os colírios corretamente?
- não, eu não sei como usar os colírios, quantas vezes no dia devo pingar.
- como o senhor está usando os colírios agora?
- assim ó: (puxa a pálpebra inferior pra baixo, e pinga uma gota do colírio)
10)
- pois não meu amor, o que houve com os olhos?
- meus olhos tão morto.
11)
- então senhora, assim ficou bom?
- c d e g
(e a vida, continua)
(maria fernanda)
1)
- senhora, a senhora tem algum problema de saúde?
- tenho, tenho sim, tenho aquele que paga todo mês, da carteirinha verde, com o caixão desenhado na capa, e que cobre doença, e se eu morrer, o enterro tá pago também...
2)
- senhor, olha aqui na direção da minha orelha enquanto eu examino.
(examinando)
- tô olhando mas não tô conseguindo, tô vendo seu brinco, tem dois brincos menores, mas se a senhora tirar o cabelo da frente, consigo ver a orelha toda.
3)
- senhora, minha mão está mexendo ou está parada? (passando defrente aos olhos)
- tôôôô.
- então, a mão, está mexendo ou está parada?
- tôôôô.
- a senhora precisa responder o que está vendo, minha mão, está mexendo ou está parada?
- tôôôô.
- por favor senhora, me ajude, a senhora está vendo minha mão?
- não.
4) (com a mão em frente as olhos mostrando dois dedos)
- estou mostrando quantos dedos pro senhor?
- cinco, né doutora, toda mão tem cinco dedos.
5)
- senhor, está vendo as letras lá na frente.
- estou sim.
- e quais são?
- sei não, só sei borrar no nome, e ainda borro mal.
6)
- senhora, esta é a receita para os óculos novos.
- mas e a senhora não vai dar a receita das lentes novas?
- sim senhora, esta é a receita para fazer suas novas lentes.
- ihhiii, mas eu queria fazer os óculos novos.
7)
- senhora, melhor assim (pausa), ou assim.
- c d e g
- sim, senhora, as letras são essas, mas para vê-las, melhor deste (pausa), ou deste jeito.
- c d e g
- eu sei senhora, 'c d e g', mas..., como fica melhor pra ver as letras, com esta lente (pausa), ou com esta?
- c d e g
- por favor, a senhora precisa me dizer como fica melhor, desse primeiro jeito que está agora (pausa), ou desse segundo jeito?
- c d e g
8)
- qual o colírio que o senhor usa nos olhos?
- aquele, do frasquinho pequeno, branquinho, que pinga nos olhos.
9)
- o senhor está usando os colírios corretamente?
- não, eu não sei como usar os colírios, quantas vezes no dia devo pingar.
- como o senhor está usando os colírios agora?
- assim ó: (puxa a pálpebra inferior pra baixo, e pinga uma gota do colírio)
10)
- pois não meu amor, o que houve com os olhos?
- meus olhos tão morto.
11)
- então senhora, assim ficou bom?
- c d e g
(e a vida, continua)
(maria fernanda)
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